Rio São Francisco, um rio brasileiro

A exposição Rio São Francisco, um rio brasileiro, do estilista Ronaldo Fraga, chegou ao Rio de Janeiro.

A mostra surgiu da grande pesquisa que o estilita fez para sua coleção desfilada no São Paulo Fashion Week em junho de 2008.

É uma exposição sobre a cultura popular presente às margens do “Velho Chico”, interpretada pelo olhar do Ronaldo. Composta de 13 ambientes, verdadeiras instalações de arte contemporânea, integralmente produzidas por uma ONG, e conta com duas participações muito especiais:

  • a cantora Maria Bethânia declama o poema “Águas e Mágoas do rio São Francisco”, escrito por Carlos Drummond de Andrade em 1977, e a voz de Bethânia ecoa de 16 vestidos que compõem o ambiente “A Voz do Rio”, ou seja, são vestidos musicais nos quais as pessoas podem encostar e ouvir.
  • o ator Wagner Moura produziu e narra um documentário sobre a cidade de Rodelas (BA) onde ele foi criado e que foi inundada para dar lugar à barragem da hidrelétrica de Itaparica. É um dos ambientes mais emocionantes da exposição.

A exposição representa o projeto número 1 da moda incentivada pela Lei Rouanet, ou seja, é um projeto pioneiro junto ao Ministério da Cultura e uma abertura de portas para a moda brasileira ser reconhecida como instrumento cultural.

Alguns temas das coleções do estilista que aborda arte e cultura:

Inverno 2011 – “Athos do início ao fim” Athos Bulcão (Artista Plástico Modenista)

Inverno 2010 – Pina Bausch (uma das maiores personalidades da dança no século XX)

Informações:
Local: Palácio da Cultura Gustavo Capanema 
Endereço: Rua da Imprensa, 16 – Centro do Rio.
Site: http://saofranciscoronaldofraga.com.br/
Site do estilista: http://www.ronaldofraga.com.br/port/index.html

Exposição “Roma – A Vida e os Imperadores”

Ótima oportunidade para quem mora ou irá visitar Minas Gerais até o dia 18 de dezembro de 2011.

O espaço cultural Casa Fiat de Cultura em Nova Lima, Minas Gerais,  apresenta a exposição “Roma – A Vida e os Imperadores, que faz parte do momento Itália Brasil 2011-2012.

A mostra apresenta a história e vida dos imperadores e do povo de Roma, por meio da arte, da arquitetura triunfal, das cerimônias de poder, da vida cotidiana dos romanos, das célebres conquistas e da opulência do Império.

Reúne 370 obras originais, entre esculturas, mosaicos, joias, cerâmicas, afrescos, adornos, vestimentas e objetos do dia-a-dia, provenientes de importantes museus da Itália. Organizada em quatro núcleos: “Entre César e Augusto: o nascimento do Império”; “Nero”; “O apogeu do Império”; e “Um Império multicultural”.

Entre os destaques, estão três paredes com afrescos da Vila de Pompéia, as estátuas de Júpiter, de Lívia (esposa de Augusto) e da deusa Isis, a Cabeça Colossal de Júlio César em mármore, máscaras teatrais, escultura de Calígula, Armadura de Gladiador, Desenhos do Coliseu, a Lamparina de Ouro e cerca de 60 joias.

Informações:

Período da exposição: 21 de setembro a 18 de dezembro de 2011
Curadoria de Guido Clemente
Local: Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250 – Nova Lima – MG
Telefone:  31 3289.8900
Horário: Terça a sexta de 10h às 21h 
Sábado, domingo e feriado de 14h às 21h
Site: http://www.casafiatdecultura.com.br/exposicao.php?id=68

Botero na Caixa Cultural

Amanhã, 30 de outubro de 2011, última dia para visitar obras do artista colombiano Botero, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

A Caixa Cultural do Rio de Janeiro apresenta a exposição “Dores da Colômbia”, do artista colombiano Fernando Botero.

Estão expostas as 67 obras doadas pelo artista ao Museu Nacional da Colômbia entre os anos de 2004 e 2005. São 6 aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas que retratam o sofrimento do povo colombiano,  consequencias das ações de grupos guerrilheiros, políticos e paramilitares.

El Desfile - Fernando Botero

 
Esses quadros são uma forma de repudiar a violência.
Botero
 

O artista utilizou técnicas variadas, como carvão sobre tela. Alguns desenhos parecem estar saindo da tela.

Súplica - Fernando Botero

 

Só almejo deixar um testimunho de artista que viveu e sentiu seu país e seu tempo. É como dizer “vejam a loucura em que vivemos”.
Botero
 

O cenário construído para a exposição possui frases do artista, algumas delas citadas no decorrer do post. Nessas frases conseguimos entender um pouco do que Botero quer ao pintar o sofrimento que a Colômbia passa. Sem querer levantar bandeiras, ele quer que todos saibam o que está acontecendo naquele país.

As obras possuem dramaticidade, mesmo com o colorido o artista conseguiu passar para os quadros o sofrimento, a dor, o medo de seu povo.

Arte é deixar para posteridade um retrato do que vivemos “naquele” período.

Informações:
Fotografias estão permitidas nesta exposição (sem flash).
Curadoria Ministério da Cultura da Colômbia e Museu Nacional da Colômbia
Curadoria no Brasil: Denise Carvalho
Período: 06 de setembro a 30 de outubro de 2011
Local: CAIXA Cultural do Rio de Janeiro – Galeria 3
Endereço: Av. Almirante Barroso, nº 25 – Centro – RJ (Metrô Estação Carioca)
Horário: terça a sábado, das 10h às 22h; domingo das 10h as 21h
Telefone: (21) 2544.4080
http://www.caixacultural.com.br

Ótimas exposições no Centro Cultural Correios

Entrada do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

 

Aproveite seu final de semana!

No post anterior eu escrevi sobre a exposição “Mestres da Gravura”, mas o prédio charmoso do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro está abrigando mais 4 exposições até amanhã.

Di Cavalcanti – do Desenhista ao Pintor

A exposição apresenta um lado do artista que poucos conhecem.

Estão exposta 11 jóias e os croquis originais desenhados por Di Cavlacanti a pedido  do amigo e joalheiro, Lucien Finkelstein.

Além das jóias, também fazem parte da mostra 108 desenhos (tinta, lápis e aguada) e seis pinturas a óleo: Retrato de Ivete (1968/9), Mulata com casario (1963), Mulheres facetadas (1968), Pássaros (1960), Mulher do chapéu amarelo (1964) e Carnaval.

Destaque para o cenário onde estão as pinturas,  ficou lindo, a cor sóbria e a simulação de papéis amassados, como se para chegar aquelas pinturas o artista tivesse descartado muitos desenhos.

Informações:
Exposição “Di Cavalcanti – do Desenhista ao Pintor”
Período: até 18 de setembro de 2011
Local: Centro Cultural Correios –
Visitação: de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro do Rio de Janeiro-RJ
Telefones:  (21) 2253-1580
Curadoria: Jacqueline Finkelstein e Romaric Büel.
Cenografia: Claudia Zarvos.
Montagem: Luiz Celso
 

Claudio Aun – 40 Anos de Inspiração em Arte

A exposição comemora os 40 anos que o artista tem dedicado às artes plásticas.

Claudio Aun, teve  sua tragetória reconhecida em 2010, quando foi nomeado para uma cadeira da Academia Brasileira de belas Artes,  tendo como patrono o renomado fotógrafo Marc Ferrez.

A mostra reúne 30 obras, de produção recente, entre esculturas e pinturas. São 15 esculturas de mármore reciclado cuja temática é a mitologia grega e 15 pinturas em óleo pertencentes à série Gemas do Brasil, que remetem ao diálogo  do artista permanente com o surrealismo.

É impressionante seus trabalhos em mármore, a riqueza de detalhes.Além dos trabalhos em bronze.

Pedro Grossi – A Magia das Mãos

Pedro Grossi iniciou sua trajetória artística em 2000, inspirando-se em artistas como Matisse, Mabe, Volpi e Wakabayashi. Desenvolveu sua identidade pesquisando novos materiais, ceras resinas e metais.

Sua carreira teve início em 2001, aproveitou reestos de tintas da obra de sua casa em Pedra de Guaratiba, onde hoje é seu ateliêr.

Concluiu dois cursos para soldador.

Aprendeu a trabalhar com metal e a acoplar as duas coisas: pintura e a escultura. Trabalha com painéis de formatos diferentes, nada quadrado. Atualmente se dedica mais a escultura.

Grossi expôs no Jacob Convention Center, em Nova Iorque e, desde 2002, sua primeira aparição pública, já ganhou dezenas de medalhas de ouro e troféus, entre eles, no I Salão de Artes Plásticas do Consulado da Hungria; melhor pintura contemporânea e melhor escultura abstrata no Salão da Academia Militar das Agulhas Negras; destaque de ouro em criatividade em abstrato contemporâneo no II Salão de Artes Plásticas ABD e Forte de Copacabana, entre outros.

Curadoria – Fátima Machado.

Dimensões – Sílvio Baptista

A mostra reúne 25 obras, de formatos diversos, em acrílico sobre tela e acetato. São trabalhos recentes do artista, que busca novos suportes para sua criação. “Foram horas raspadas, polidas, arranhadas, riscadas e pintadas com sobreposição e efeitos, resultando num trabalho bi e tridimensional, em dimensões que me ajudam a alcançar a linguagem pretendida. Desdobro-me para aproximar tudo num ato de estímulo e sedução à pintura”, destaca Sílvio Baptista.

Dica:
O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

Informações:

http://www.correios.com.br/sobreCorreios/educacaoCultura/centrosEspacosCulturais/CCC_RJ/CCCRJ_Programacao.cfm

Local: Centro Cultural Correios / RJ
Visitação: de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro do Rio de Janeiro-RJ
Telefones:  (21) 2253-1580

Exposição “Mestres da Gravura”

Entrada do Centro Cultural Correios - Rio de Janeiro

Estão expostas no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, 171 gravuras de 82 gravadores estrangeiros, do século XV ao  XVIII,  pertencentes a Coleção da Biblioteca Nacional.

Gravuras que pertenciam à Real Biblioteca de Portugal,  foram trazidas em 1810 para o Brasil, dando origem à Biblioteca Nacional do Rio de  Janeiro, que hoje conta com mais de 30 mil gravuras e é considerada pela UNESCO uma das dez maiores do mundo e a maior da América Latina.

Desde o século XIX, que a Fundação Biblioteca Nacional não apresenta um acervo de gravuras tão importante no país.

A exposição está dividida por ordem cronológica de nascimento dos  gravadores e por coleções, são elas, alemã, holandesa, italiana, francesa, flamenga, inglesa, espanhola e portuguesa. Destacando grandes artistas como Giovanni Battista Piranesi (Itália) e Francisco José de Goya y Lucientes (Espanha),  entre outros.

A mostra está muito bem organizada, há lupas para que se possa ver detalhes das gravuras, mesmo daquelas que são bem pequenas; há explicações das técnicas, como a gravura  à buril; há música ambiente, tudo contribuindo para que o público aproveite a exposição.

As gravuras são originais, 27 gravuras foram restauradas para mostra  e as 171 peças passaram por processo de limpeza.

Alguns destaques:

O gravador italiano Piranesi, considerado o maior gravador da Itália no século XVIII,  usa a luz para realçar a escuridão;

A  gravura de Adão e Eva,  do gravador alemão Dürer, foi a 1ª. grande gravura humanista. Dürer ficou rico aos 33 anos, com a série Apocalipse, onde atrás de cada gravura há textos;

Claude Mellan, gravador francês, talhava a gravura partindo de um único entalhe, exemplo exposto na mostra a gravura do Cristo, que o entalhe parte do nariz;

Na coleção espanhola destaque para Goya, que começou a gravar no final da vida, já doente;

A coleção portuguesa com diversas técnicas. Destaque para a alegoria de Carlota Joaquina como santa, técnica usada pontilhismo.

Uma observação: nas placas de algumas obras tem como informação “segundo”, isso quer dizer que foi reproduzida a partir de uma obra, como pintura, escultura, de outro artista, com o objetivo de divulgar o a obra daquele criador.

Curadoria de Fernanda Terra.

Informações:
Exposição “Mestres da Gravura na Coleção da Biblioteca Nacional”
Período: de 28 de julho a 18 de setembro de 2011 
ter. a dom. das 12h às 19h – GRÁTIS
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro do Rio de Janeiro-RJ
Telefones: (21) 2253-1580 (Recepção)
Site: www.correios.com.br
 
Fonte:
Site dos correios e catálogo da exposição.

Faena Art Center inaugura com exposição de Ernesto Neto

No mês de setembro, será  inaugurado mais um dos empreendimentos do argentino Alan Faena, em Puerto Madero, na cidade de Buenos Aires, o Faena  Art Center. O espaço é dedicado à cultura e terá, em sua abertura, a exposição do artista plástico brasileiro Ernesto Neto.

O empresário Alan Faena é responsável por revitalizar a área portuária da Argentina, transformando antigos armazéns em empreendimentos sofisticados, preservando suas características arquitetônicas.

O edifício, que abrigará o Faena Art Center, tem cem anos e abrigava um dos primeiros grandes moinhos do país. Para transformá-lo em centro cultural foi necessário recuperar a área portuária, industrial e de serviços, preservando as construções originais, como o moinho sul, o moinho norte e o prédio da sala das máquinas e criou espaços exteriores para a comunicação entre os ambientes.

Faena Art Center

O projeto é do escritório de arquitetura argentino McCormack & Associates, que venceu a concorrência com outros seis projetos do país.

A sede do Faena Art Center está localizado no que antes era a sala das máquinas, respeitando sua altura e detalhes da época, grandes janelas e arcos, elementos representativos das construções industriais do início do século 20.

O centro cultural terá dois ambientes, cada um com 6.780 metros quadrados; uma das salas com 9 metros de pé direito,  receberá também shows, peças, desfiles de moda e conferências.

Interior do Faena Art Center

Ernesto Neto está preparando uma instalação para o espaço, que terá uma passarela suspensa, toda feita de tramas de cordas coloridas e à mão, como a mostra “Dengo” que esteve no ano passado no MAM de São Paulo.

Exposição "Dengo" - MAM de São Paulo

Fonte:

Jornal O Globo ( Segundo Caderno / Matéria de Suzana Velasco – 07/08/2011)

http://www.faenaartcenter.org/

Exposição “Queremos MILES”

Miles Davis

O CCBB do Rio de Janeiro apresenta a exposição “Queremos MILES”, idealizada e produzida pela Cité de la Musique, Paris, com apoio da Miles Davis Properties, LLC, Musée de la Musique Paris, em 2009.

Ao entrarmos no espaço, somos levados pelo som do jazz a conhecer a história de vida do artista e os acontecimentos nos Estados Unidos. A mostra reúne fotografias, instrumentos musicais, partituras, capas de LPs, quadros que deram origem às capas, roupas, pinturas feitas pelo músico.

Destaco a forma como nos são apresentadas as mudanças que ocorreram durante trajetória musical do artista. O espaço nos proporciona ouvir a música, ver os casacos coloridos, conhecer as capas dos LPs e os quadros que lhes originaram.

Como disse o curador Vincent Bessières durante a palestra aberta ao público, a exposição não tem faixa etária; é para quem conhece o jazz e Miles Davis e para quem não conhece.

CCBB Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 Centro – RJ
Período: 02 de agosto a 28 de setembro de 2011
Terça a domingo, de 9h às 21h